sexta-feira, 13 de junho de 2008

Encontros e Despedidas



Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

sábado, 31 de maio de 2008

Profundamente


Olha-me e reclama que te desejo veementemente
Mas tudo que vivi foi intensamente
Perdão, eu te mostrei como sou desde o inicio.
E você, com esse jeito envolvente
Foi me tirando o desejo
Logo eu que sempre fui livre e o escambau
Não me interessava o que as pessoas dissessem
E desta forma você levou consigo a minha parte perdida
Olha-me e ainda reclama que te desejo ardentemente
Mas tudo que vivi foi ardentemente
E você acreditou que eu não poderia me reinventar novamente
Eu me reinventei novamente!
Desculpa se te desejo profundamente
Mas te desejo dessa forma
Porque consigo imaginar as suas células querendo a mesma coisa
Consigo imaginar o seu corpo desejando a mesma coisa
Perdoe-me,
Mas eu não vou renunciar a mim
Nenhuma parte do meu ser impetuoso,
Irrefreável
Ardente
Quente
Torpe
Veemente.
Não quero e não vou guardar essa parte refeita
Não quero ser insosso com os meus preceitos
Eu quero estar livre
Para continuar te desejando profundamente.
Sempre a você, só a você, como sempre foi e como sempre será!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

TeXtO sEm NoMe...



Hoje eu acordei me sentido estranho
Não sei por que estou escrevendo este texto,
Mas alguma coisa dentro de mim
Pede-me para que eu escreva tudo que me vem à cabeça
Mas ainda não sei o que está vindo a minha cabeça
Talvez nem venha nada,
Pois este texto não terá nome
Não será para uma determinada pessoa
Não sei nem se vou terminar,
Mas não consigo parar de escrever
Eu sei por que estou me sentido assim,
Porém explicar esse fato é meio complicado
Prefiro calar-me e deixar que o tempo realize
Os meus desejos,
As minhas vontades
E que também consiga arrancar essa sensação que me aflige
Talvez eu esteja me sentindo sozinho,
Mas ainda assim eu não consigo entender,
Pois tenho pessoas que estão do meu lado
Que me amam
Que têm cuidado de mim
Que têm zelado para que eu seja uma pessoa de bem
Queria entender o porquê desse vazio agora
Não penso em coisas desagradáveis, e não quero pensar,
Penso apenas que a vida foi feita para ser vivida
Sim! Hoje eu estou me sentindo triste,
Triste por me sentir triste,
Mas penso que tenho uma vida que foi feita para valer a pena
E vale
E como vale
E sou forte
E sou muito forte
Deixo apenas as minhas pequenas palavras
De um dia que me fez mal
Mas que eu tenho certeza que vai passar
Como tudo passa
Bem! Esse texto tem um pouco de tristeza
Da minha tristeza
Mas como se dizem por ai
Isso é da natureza natural, e eu, sou natural e faço parte dessa natureza.
Espero que você entenda esse texto, mas se não entender,
Passe bem... Passe muito bem...

terça-feira, 13 de maio de 2008

Um beijo a liberdade...


Um beijo a liberdade...

Naquele instante
Pareceu que tudo ficou estático
Para nós dois
O vento que a pouco batia nos nossos rostos
Pareceu-me acompanhar a sublimidade do momento.
As estrelas brilhavam tanto
Que já não piscavam mais.
Estava eu e você
E éramos nós e o tempo inerte
Ou será que o mundo também parou para nos contemplar?
Parece-me que sim, ou melhor,
Eu quero acreditar que sim.
Por um momento apenas
Percebi que a alma salta dentro de nós
E não expressa em palavras o que realmente quer
Mas movimenta todo nosso corpo
Para desejar o que está intrínseca nela própria
E naquele momento você me beijou...
Nunca imaginei que me sentiria livre em um simples beijo
Ou melhor, no mais saboroso beijo que já experimentara.
Senti-me livre como um pássaro que se deixa embalar
Pelo dançar do vento
E entra no baile das árvores.
Quando me beijou, senti que o mundo já não me interessava mais.
Que era só você, o beijo, a liberdade e eu.
Obrigado por me fazer sentir livre,
Pois quando estamos juntos
Eu sinto o meu “eu” verdadeiro e...
MINHA LIBERDADE.


À você com carinho!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Em minutos...


Doei-me uma única vez para um amor
É estranho, mas ela sabia tocar-me como eu mesmo me toco.
Sabia ser mulher e homem,
Ela era fêmea e macho.
A sua boca quando me beijava tinha sabor,
Sabor que eu nunca experimentei outrora
Por isso adoraria experimentá-la novamente
E ali, no meio do nada,
Onde só o que importava era
Você e eu.
Os nossos corpos se uniram
Fundiram em uma única alma
E eu não quero perder
Esse pedaço de você em mim.
Quando a penetrava, senti sua alma em mim.
Pareceu-me um pouco confusa em seus pensamentos,
Mas, contudo, daria minha vida para tê-la em meus braços,
Em minhas pernas
No meu ventre
Na minha boca...
Em minutos não tivemos medo de nada
Deixei de ser eu mesmo,
Já não escutava, já não via, apenas sentia...
Era como se saíssemos de nossos corpos
E chegássemos ao paraíso,
Onde eu também me tornava:
Homem e mulher.
Não me recordo por quanto tempo durou,
Mas era como se nada existisse,
Onde o nome,
O tempo,
E o espaço se tornasse apenas ela e eu
A saudade agora me corta a alma
Não sei, e talvez não saiba nunca,
O porquê de tanta distância entre nós,
Mas queria um momento de te fazer feliz
Fazer-me feliz.
Não quero acreditar
Que tudo o que vivemos em aproximadamente 11 minutos
Tenha acabado dessa forma
Queria somente ver-te
E dizer-te que hoje eu te quero
Como sempre te quis...
Desde o dia em que nossas almas se cruzaram
E os nossos corpos quiseram viver o encontro de duas partes em uma
Em um mundo de conquistas e perdas
Onde tudo passa em minutos...

Texto de Diògenes Ramos (didikayan)



segunda-feira, 14 de abril de 2008

A menina e o pão de queijo

Todo o dia que passo a caminho da faculdade vejo uma moça sentada no mesmo lugar comendo pão de queijo.
Eu não estou apaixonado por ela, também não estou interessado em perguntar o seu nome e nem o seu telefone, mas me recordo que da ultima vez que a vi, senti um desejo profundo de lançar isso no papel, eu não sei de onde ela vem e também não sei para onde vai, mas todas as vezes que passei ali ela estava lá, no mesmo lugar, e fazendo a mesma coisa.
Ela talvez tenha se acostumado em estar todos os dias ali, porém somos dois habituados a algo em comum, ela em comer o seu saboroso pão de queijo, e eu em olhá-la até que eu vire a próxima esquina.
Ela é dessas mulheres que provoca um desejo diferente, não esse desejo que se come com os olhos, mas um desejo de escrever àquela cena, ela me deu inspiração para alguma coisa, pois nada acontece por acaso, e não foi por acaso que ela estava ali.
Ela tem uma beleza apagada, não tem nenhuma sensualidade, me parece inteligente, mas também não tenho certeza quanto a isso, nunca a vi sorrindo, todavia agora nesse exato momento em que escrevo sobre ela, percebo que as letras não param de dançar no papel...
Espero revê-la amanhã, e olharei novamente para o lugar onde fica toda manhã comendo o seu pão de queijo.

Porque de Moacir deveriam me chamar, pois filho do sofrimento eu sou...


Eu sou o amado e o detestado
Eu sou o dom e o que talento não tem
Eu sou o homem e o menino
Eu sou o meu próprio pai
Eu sou o que tem fama e o que ninguém conhece
Eu tenho a visão da águia e sou cego
Eu sou o medo e muitos são os meus atos de coragem
Eu sou o pai de minha mãe e filho nenhum eu tenho
E foi o mundo quem me criou
Eu sou o escândalo e a timidez
Eu sou o melhor e o pior de mim
Eu sou rejeitado por analisarem só o que eles acham pior
Mas o meu pior é melhor que o meu melhor, e eles não sabem.
Eu sou a lagrima da noite e alegres são os meus dias
Eu sou você e você sou eu
Respeitem-me sempre
Porque eu sou o escandaloso e o magnífico.


Hino a Ísis, século III ou IV (?)
Adaptação de Diógenes Ramos (didikayan).







Livros - Diógenes Ramos

  • Cicatrizes - Toda Forma de Amor
  • No Meu Céu
  • O Violinista
  • O Bailarino